Diário das Cataratas
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O rio bateu 4.875 m³/s — mais de três vezes a média — e começou a baixar

A vazão nas Cataratas do Iguaçu chegou a 4.875 m³/s às 15h deste sábado, 8 de agosto — 3,3 vezes a média histórica —, e a tendência do nosso medidor já aponta o pico passando.

Cataratas do Iguaçu com o rio cheio e arco-íris sobre as quedas
Cataratas do Iguaçu com o rio cheio e arco-íris sobre as quedas · foto: acervo Passeios Cataratas · agosto/2026

A leitura é da estação da Copel junto às Cataratas, a mesma que alimenta o nosso medidor ao vivo. Em pouco mais de um dia o rio saiu de 1.567 m³/s, medidos às 7h de quinta, para os quase 4.900 desta tarde — a segunda onda de cheia de agosto, na sequência da que subiu 49% em quatro horas no dia 6.

As estações a montante já contam o resto da história: Capanema com 3.555 m³/s e União da Vitória com 2.322, ambas abaixo do que passa aqui. É o desenho clássico de onda que já cruzou — a água que estava lá em cima chegou, e o que vem atrás é menos. A projeção da casa aponta cerca de 4.100 m³/s até a madrugada de domingo.

Para quem visita, o número tem tradução direta: com o rio nesta faixa, a Garganta do Diabo do lado brasileiro é água pulverizada em todas as direções, e capa de chuva deixa de ser precaução para virar equipamento. A recompensa é o volume — o espetáculo bruto, do tipo que a maioria dos visitantes nunca vê.

Serviço do viajante

O rio muda de hora em hora, e a diferença entre uma passarela molhada e uma passarela memorável costuma ser o horário da entrada. Nosso medidor mostra a leitura mais recente e a tendência das próximas horas — e a gente monta o dia das Cataratas em cima disso.

A vazão das Cataratas agora, ao vivo
Fontes: Agência Nacional de Águas (ANA) — série telemétrica da estação 65992502, operada pela Copel

Redação Passeios Cataratas · edição nº 003 · apuração de sábado, 8 de agosto de 2026

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