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Garganta do Diabo fechada na Argentina: o que muda para a sua visita

O circuito da Garganta do Diabo, no parque argentino, está fechado por tempo indeterminado desde segunda-feira, 3 de agosto. A decisão consta em comunicado oficial da concessionária Iguazú Argentina às agências do destino — que recebemos como parceiros — e é preventiva: o El Niño projeta cheias extraordinárias para os próximos meses. O restante do parque segue aberto, e o mirante brasileiro da Garganta funciona normalmente.

A passarela do circuito da Garganta do Diabo, no parque argentino, cheia de visitantes diante da queda — a estrutura que será desmontada
A passarela do circuito da Garganta do Diabo, no parque argentino, cheia de visitantes diante da queda — a estrutura que será desmontada · foto: acervo Passeios Cataratas

A decisão saiu de reuniões realizadas na quinta-feira, 30 de julho, entre autoridades e técnicos do Parque Nacional Iguazú e a concessionária Iguazú Argentina S.A., e foi comunicada oficialmente às agências e parceiros do destino no dia 31 — a nossa equipe recebeu a nota. O motivo, nas palavras do documento, são as previsões meteorológicas para o norte da Argentina, o sul do Brasil, o Paraguai e o Uruguai: um aumento marcado das chuvas nos próximos meses, produto do fenômeno El Niño (ENOS), com prognóstico de cheias extraordinárias do rio Iguaçu e um excesso hídrico em setembro e outubro capaz de pôr em risco as estruturas do circuito.

Em vez de esperar o rio decidir, a concessionária montou um protocolo: desde 3 de agosto, e por aproximadamente 40 dias, as equipes retiram os pisos e os guarda-corpos das passarelas da Garganta — o objetivo declarado é preservar as peças para reinstalá-las quando houver segurança. Quem viu a cheia de 2023 levar passarelas rio abaixo entende a lógica: desmontar custa 40 dias; reconstruir custaria muito mais.

O mesmo comunicado faz questão de listar o que segue aberto no parque argentino — e a lista é longa: o Centro de Visitantes Yvyrá Retá, o Territorio Yaguareté, o Trem Ecológico da Selva, os Circuitos Inferior e Superior (de onde se enxerga a maior parte dos 275 saltos), o Sendero Verde, o Sendero Macuco, a mostra histórica do Viejo Hotel Cataratas, além de lojas e gastronomia. A concessionária pede expressamente aos parceiros que reforcem a mensagem: o Parque Nacional Iguazú continua aberto.

E a Garganta em si? Ela não foi a lugar nenhum — o que fecha é a passarela argentina que chega por cima da queda. O mirante brasileiro, aquele que avança sobre o rio de frente para a Garganta, continua aberto, e com o rio bem acima da média o espetáculo vive o momento mais forte dos últimos anos. Na leitura de quem leva visitantes lá toda semana: enquanto durar o fechamento argentino, o lado brasileiro é o lugar para ver a Garganta de perto.

Para acompanhar a cheia pelo dado público, a régua é a estação Hotel Cataratas, da Copel, no Monitoramento Hidrológico da Bacia do Iguaçu. Na noite de 3 de agosto, a medição subia hora a hora — de 1.580 m³/s às 13h para 2.090 m³/s às 20h — um retrato, em tempo real, do cenário que o comunicado oficial procura antecipar.

Perguntas rápidas
As Cataratas do Iguaçu estão fechadas?
Não. Fechou apenas o circuito argentino da Garganta do Diabo. O lado brasileiro está 100% aberto, e o parque argentino segue operando com os Circuitos Superior e Inferior, o Trem Ecológico e as experiências de entardecer.
Até quando a Garganta do Diabo fica fechada?
Por tempo indeterminado, segundo o comunicado oficial. A retirada dos pisos e guarda-corpos leva cerca de 40 dias, e a reinstalação depende do comportamento do rio — o próprio documento aponta setembro e outubro como os meses críticos de excesso hídrico previsto pelo El Niño.
Vale a pena visitar as Cataratas agora?
Com o rio muito acima da média, os saltos estão no auge — e o mirante brasileiro da Garganta, que segue aberto, existe exatamente para este momento: a vista frontal da queda mais famosa do parque.
Serviço do viajante

Se o seu roteiro tinha os dois lados, ele continua de pé: a Argentina pelos Circuitos Superior e Inferior, o Brasil pela vista frontal da Garganta. A gente reorganiza a ordem e os horários para aproveitar o melhor de cada margem — e acompanha a régua da Copel dia a dia.

O dia das Cataratas pelo lado brasileiro, passo a passo
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